sobre a
PB

A Problemas Brasileiros (PB) é uma publicação singular que chega aos 60 anos de existência fiel ao propósito de sua criação, em 1963: estimular o necessário debate à superação de mazelas seculares e contrastes que fazem do Brasil um dos países mais desiguais do mundo. 

Uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a revista se distingue pelo público leitor — constituído majoritariamente por empreendedores e estudantes — e por suas parcerias com universidades e organizações do terceiro setor, destinadas a dar voz aos mais amplos setores da sociedade.  

A PB cursou trajetória única enquanto uma publicação de entidade de classe. Isso aconteceu porque não se restringiu a discussões político-econômicas. As causas do atraso estrutural do País foram (e continuam sendo) observadas de maneira holística, em áreas como Educação, Trabalho, Gestão Pública, Meio Ambiente, Infraestrutura, Saúde e Cultura, ouvindo especialistas sem deixar de retratar os anônimos que constroem a história brasileira de todos os dias. 

Atualmente, é veiculada em edições bimestrais impressas com distribuição dirigida, além de conteúdos exclusivos disponíveis em canais digitais: site, podcast, vídeos e mídias sociais. Esse conjunto de ações de reposicionamento editorial, empreendidas desde 2016, proporcionou à PB o Prêmio Aberje (Associação Brasileira de Jornalismo Empresarial) de 2019, na categoria Mídia Impressa. 

Hoje, novos rumos da atividade empresarial, influenciada pelas práticas ESG — sigla em inglês que significa Environmental, Social and Governance (ambiental, social e de governança) — têm sido enfatizados de forma perene. Mobilizar o empresariado e a sociedade em torno dessa agenda significa que a PB, além de informar, contribui como porta-voz da FecomercioSP para a qualificação do debate. Para a Entidade, o futuro do capitalismo no século 21 está indissoluvelmente ligado à capacidade de empresas e governos promoverem avanços socioambientais. 

HISTÓRIA 

A primeira edição da PB circulou em abril de 1963, quando o mundo respirava a atmosfera rarefeita da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. No Brasil, assustadas com o que consideram atitudes extremistas do presidente João Goulart, entidades empresariais passam à oposição. Embora discordasse das chamadas reformas de base propostas pelo governo, a FecomercioSP reconhecia a existência de graves questões sociais e econômicas herdadas desde o tempo colonial, que deveriam ser debatidas de forma ampla e democrática por meio de uma publicação destinada a esse fim. 

Durante os “Anos de Chumbo”, quando os empresários já haviam se desiludido quanto à ditadura militar instalada em 1964, uma matéria publicada com o título “Totalitarismo político” e um comunicado à imprensa emitido pela Entidade — classificando o regime como “espúrio” — resultaram na suspensão temporária da revista.

Mantida durante meio século pelo patrocínio do Sesc e do Senac de São Paulo, a PB divulgou os debates das reuniões do Conselho de Economia, Sociologia e Política da Entidade. Estiveram no conselho (e nos encartes publicados) alguns dos principais ministros do período: Delfim Netto e Luiz Carlos Bresser-Pereira, da Fazenda; Cristovam Buarque e Renato Janine Ribeiro, da Educação; Adib Jatene, da Saúde; e José Goldemberg, da Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente. 

VISÃO DE BRASIL 

Livre de alinhamentos automáticos de qualquer natureza, a revista se mantém aberta à diversidade para analisar as transformações que moldam e influenciam o País. 

Sintonizada com a visão de Brasil da FecomercioSP, entende que o País precisa crescer mantendo e ampliando as conquistas democráticas, com distribuição de renda, incorporando a dimensão das sustentabilidade socioambiental à sua cultura de desenvolvimento e se transformando em uma potência fundamentada no respeito aos recursos naturais e aos direitos dos indivíduos — afinal, o País tem vantagens comparativas para competir na economia do século 21 de forma sustentável e inclusiva.