Desenvolvimento incompleto

31 de agosto de 2026

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Os indicadores econômicos vão bem, obrigado. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro é o mais alto da história. Quanto ao Produto Interno Bruto (PIB), ainda que tímidos, os crescimentos são consistentes, o que levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a colocar o Brasil de volta ao top 10 das economias mundiais. Mas o sentimento popular não é esse — o supermercado cada vez mais caro e o salário que não acompanha o custo de vida reforçam o quanto o País segue desigual. É o que mostra a reportagem de capa da nova edição da Revista Problemas Brasileiros (PB#494 – set/out)

Bem-estar como missão

Criado em 1946, quando o Brasil acelerava a passagem de uma sociedade rural para uma economia urbana e industrial, o Sesc chega aos 80 anos como uma das instituições mais reconhecidas do País. Ao longo desse período, a sociedade brasileira mudou significativamente e o Sesc também transformou suas prioridades. Se, no início, clínicas médicas respondiam à falta de uma estrutura pública de saúde, atualmente, a atuação concentra-se, sobretudo, na cultura, no lazer e no esporte. “Estamos sempre com as antenas ligadas”, afirma Luiz Galina, economista, sociólogo e diretor-regional do Sesc São Paulo. Em entrevista à PB, ele rememora a origem da instituição e explica o modelo de funcionamento das unidades — que reúnem teatro, piscina, clínica odontológica e exposições sob o mesmo teto —, além de abordar desafios contemporâneos, como a inclusão digital, o combate ao racismo, a valorização das pessoas idosas e a emergência climática.

Democracia interativa

Pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem), da Universidade Federal do Paraná (UFPR) — lançaram o Portal da Classe Política, uma plataforma digital brasileira que reúne informações de 2,8 milhões de candidaturas registradas entre 1998 e 2024 no Brasil, um raio-X completo da política nacional. A ferramenta transforma os complexos dados eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em informação visual e interativa acessível a qualquer cidadão.

Dá para recuperar?

O número de empresas que recorrem à recuperação judicial bateu recorde no Brasil em 2025: foram 2,4 mil pedidos, alta de 13% em um ano. Por trás da estatística, negócios pressionados por juros altos, crédito restrito, inadimplência e demanda mais fraca. A reportagem mostra como esse cenário atingiu empresas de diferentes setores e por que a recuperação judicial pode ser tanto um último recurso quanto uma chance de evitar a falência. Para pequenos empresários, porém, a retomada ainda parece distante.

O valor de preservar

Reservas florestais privadas começam a ganhar um novo papel no Brasil: além de preservar a biodiversidade, podem gerar receitas, créditos de carbono, pesquisa, turismo e inovação. O movimento é impulsionado pelas metas climáticas e pelas exigências de ESG, mas ainda lida com entraves como financiamento, segurança jurídica e integração com comunidades locais. A reportagem mostra como empresas estão transformando a floresta em pé em um ativo estratégico, além de por que ampliar essa participação pode ser decisivo para cumprir as metas de conservação do País.

A onda da proteína

A proteína virou protagonista das gôndolas: de iogurtes e chocolates a cafés, sorvetes e pizzas, todos estampam o selo high protein. Mas será que os brasileiros realmente precisam consumir mais? Estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostra que apenas 2,6% da população ingere menos proteína do que o recomendado. Ao mesmo tempo, cresce a procura por alimentos high protein, suplementos e produtos associados à saúde e ao bem-estar. Esta reportagem investiga o que há de ciência, comportamento e estratégia de marketing por trás dessa nova obsessão e se “mais proteína” significa, necessariamente, uma alimentação mais saudável.

Efemérides de Rosa

Os anos do século 20 terminados com o número seis foram determinantes para a obra de Guimarães Rosa. E, agora, em 2026, temos algumas celebrações: 80 anos da publicação, em 1946, de Sagarana, livro de contos de estreia, responsável por incluir o autor na terceira geração modernista da literatura brasileira; e os 70 anos de Corpo de baile, coletânea de novelas, e Grande sertão: veredas, romance de cavalaria transposto no tempo e no espaço para o interior do Brasil, considerado unanimemente pela crítica como obra maior, duradoura e ímpar.

CONFIRA ESSAS REPORTAGENS, E MUITO MAIS, NA ÍNTEGRA DA EDIÇÃO #494 (SET/OUT) DA REVISTA PB, DISPONÍVEL AQUI.

Redação PB Débora Faria
Redação PB Débora Faria