Em vigor desde maio de 2026, o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul trará oportunidades de mercado significativas para as Pequenas e Médias Empresas (PMEs) sul-americanas (e brasileiras), mas também torna evidentes os gargalos históricos do continente. Especialistas advertem que, enquanto negócios europeus já estão acostumados a trocas internacionais, os nacionais precisarão se reorganizar para usufruir do tratado. É o que mostra a reportagem “Europa para os pequenos”, capa da nova edição da Revista Problemas Brasileiros (PB#492 — mai/jun).
Há dois ciclos eleitorais, a rejeição ao outro é o principal combustível do debate político. É o que explica Felipe Nunes, professor na Fundação Getulio Vargas (FGV), CEO da Quaest e autor do livro Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros (Globo Livros, 2025). Na sua avaliação, o medo tomou o lugar de aspirações que antes geravam unidade, como o combate à inflação e a redução da pobreza. “É a polarização afetiva, quando passo a achar que só eu estou certo”, define em entrevista para a PB. Mesmo diante do cansaço generalizado captado nas pesquisas que deram origem ao livro, Nunes mantém seu perfil otimista por natureza e diz: “Quando olho no espelho, vejo um futuro melhor”.
Ausência de planejamento estratégico, falta de investimentos em inovação e tecnologia, modelo logístico defasado, inércia operacional para competir com o avanço da concorrência, inchaço trabalhista, sobreposição de pontos e redução brusca da receita devido à queda de encomendas de alto valor. A partir do terceiro trimestre de 2022, a sucessão de erros das recentes gestões dos Correios veio à tona, em uma sequência de 12 trimestres consecutivos de prejuízos, um déficit estimado em R$ 10 bilhões no fim de 2025. O número põe em xeque o futuro da quase quatrocentona estatal, fundada em 1663. À luz da análise de especialistas, a reportagem da PB traça um perfil dos Correios, inserido nas recentes e intensas mudanças do setor logístico, e busca possíveis saídas para a crise da gigante estatal de entregas.
Uma Copa do Mundo, três países diferentes. No centro, os Estados Unidos, país que endureceu nos últimos anos as políticas migratórias, principalmente em relação aos latinos. É num cenário de confusões e deportações que ocorrerá a maioria dos jogos da Copa. E os maiores consumidores de futebol encontram-se justamente na América Latina. Isto é, a mesma política que tenta conter a entrada de imigrantes terá que lidar, por um mês, com a chegada em massa desses torcedores, como mostra a reportagem da PB. O receio, porém, não afastará os fãs dos gramados, que já preparam as malas, enquanto especialistas em Turismo reforçam que eventos dessa magnitude são sempre uma excelente oportunidade para os negócios.
Cerca de 3 em cada 10 brasileiros têm problemas para dormir e 1 em cada 4 dorme menos do que deveria. A conta está no relatório Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2024, do Ministério da Saúde. Gênero e classe social estão no centro de um problema que atinge cada vez mais pessoas, e cada vez mais cedo. Entre os adolescentes, que deveriam dormir de oito a dez horas, 23% dormem cinco horas ou menos. E as mulheres convivem com questões fisiológicas e sociais, que impedem o descanso reparador, como as alterações hormonais da meia-idade e a sobrecarga de duplas e triplas jornadas. A reportagem da PB conversou com especialistas para entender por que estamos dormindo tão mal, quando a insônia deve ser encarada como questão médica, e quais os tratamentos mais efetivos.